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Quanto é possível reduzir uma dívida em execução? Entenda o que influencia e como negociar

  • Foto do escritor: Dra Margareth
    Dra Margareth
  • 12 de fev.
  • 4 min de leitura

Quando uma dívida chega à fase de execução, muita gente imagina que “não tem mais o que fazer”. Mas a prática é outra: é comum existir espaço para negociar, reduzir encargos e transformar um problema jurídico em um acordo viável. A grande pergunta é: quanto dá para reduzir?



A resposta depende de variáveis como tipo de dívida, valor dos juros e multas, estágio do processo, qualidade das provas e principalmente a capacidade real de pagamento. A seguir, você vai entender os cenários mais comuns e como maximizar suas chances de obter um desconto atrativo.



Antes de tudo: o que significa “dívida em execução”?

Dívida em execução é aquela cobrada judicialmente em um procedimento cujo objetivo é forçar o pagamento (por exemplo, via penhora de valores, bens ou bloqueios). Geralmente, o credor alega possuir um título executivo (como contrato, confissão de dívida, cheques, notas promissórias, sentença, etc.).


Nesse momento, a dívida costuma estar maior por conta de:


  • juros e correção;

  • multa;

  • custas processuais;

  • honorários advocatícios (inclusive os de sucumbência).

Se você quer entender o seu caso com clareza, vale conferir como funciona a execução de dívida e quais são as etapas típicas do processo.



Quanto é possível reduzir na prática?

Não existe uma porcentagem fixa e garantida. Ainda assim, alguns padrões aparecem com frequência, especialmente quando há margem para acordo e interesse do credor em receber com rapidez.



Faixas de desconto que podem ocorrer

  • Redução pequena (5% a 20%): mais comum quando o processo está avançado, o credor está confiante na penhora e a dívida tem cálculos bem sustentados.

  • Redução moderada (20% a 50%): ocorre quando há espaço para discutir encargos, quando o credor prefere liquidez imediata ou quando o devedor oferece pagamento à vista/entrada relevante.

  • Redução alta (50% a 80% ou mais): pode acontecer em situações específicas, como dívidas muito antigas, dificuldade real de localizar bens, risco processual (cálculo contestável, título frágil), ou quando o credor aceita receber “o possível” para encerrar.

Importante: “redução” pode significar coisas diferentes. Às vezes o desconto não é no principal, mas sim em juros, multa, honorários, ou na forma de pagamento (parcelamento longo que torna a prestação viável).



O que determina o tamanho do desconto?

Credor e devedor tomam decisões com base em risco, tempo e chance de recebimento. Em geral, o desconto aumenta quando o custo e a incerteza do processo aumentam.



Principais fatores

  • Estágio da execução: quanto mais perto de uma penhora efetiva, menor tende a ser o desconto (embora ainda possa haver acordo por estratégia).

  • Existência de bens e renda rastreáveis: se há bens fáceis de penhorar, o credor negocia menos. Se não há, o credor costuma ceder mais.

  • Qualidade do título e do cálculo: erros de atualização, juros indevidos, cobranças duplicadas ou falta de documentos aumentam seu poder de barganha.

  • Tipo de dívida: bancos, varejo e empresas de cobrança costumam ter políticas de acordo mais agressivas do que alguns credores individuais, por exemplo.

  • Proposta concreta: credor tende a aceitar mais desconto quando o pagamento é rápido, com entrada relevante e condições que diminuem risco de inadimplência.

Para ganhar previsibilidade, faz sentido solicitar uma análise dos números e do processo antes de propor qualquer valor. Veja como calcular o valor real da dívida e identificar encargos negociáveis.



Estratégias para reduzir mais (e com segurança)

Negociar uma execução exige método. O objetivo é reduzir o custo total e também evitar acordos mal redigidos que não encerram o risco.



1) Comece pelo “mapa da dívida”

Reúna e confira:


  • petição inicial da execução e planilha do credor;

  • contrato/título executivo;

  • cálculos de juros, correção e multa;

  • custas e honorários;

  • eventuais bloqueios/penhoras já realizados.


2) Negocie o que mais pesa

Em muitos casos, o maior “gordura” está em juros, multa e honorários. Uma proposta eficiente costuma:


  • pedir abatimento de juros e multa em troca de pagamento rápido;

  • negociar redução de honorários ou parcelamento sem aumento expressivo;

  • buscar quitação total com termo claro de encerramento.


3) Use a força do pagamento à vista (quando possível)

Para o credor, receber agora pode ser melhor do que esperar meses/anos. Se você consegue uma entrada forte ou quitação imediata, tende a obter mais desconto.



4) Formalize corretamente para evitar “acordo que não resolve”

Um bom acordo precisa prever:


  • valor final e forma de pagamento;

  • condições de quitação e baixa da execução;

  • desistência de atos constritivos quando cabível;

  • cláusulas de inadimplemento proporcionais (sem armadilhas).

Se você quer conduzir isso com tranquilidade, considere apoio profissional na negociação para revisar cálculos, proposta e redação do acordo.



Passo a passo para aumentar suas chances de fechar um acordo

  1. Entenda o valor executado (principal + encargos) e o que é discutível.

  2. Defina seu limite real: quanto você consegue pagar à vista e quanto consegue parcelar.

  3. Prepare uma proposta objetiva (com prazo e forma de pagamento).

  4. Negocie com base em risco e tempo (para ambos os lados).

  5. Exija formalização e acompanhe a homologação/andamento no processo.


Quando a redução pode ser pequena (e ainda assim valer a pena)

Às vezes o desconto não é grande, mas o acordo compensa por:


  • encerrar bloqueios e constrangimentos;

  • evitar penhora de bens;

  • trazer previsibilidade financeira;

  • reduzir o risco de aumento por novos encargos e atos processuais.

Se você está avaliando opções, veja como sair de uma execução com acordo e quais cuidados tomar para finalizar o caso corretamente.



Conclusão: dá para reduzir, mas depende da estratégia

É possível reduzir uma dívida em execução — e em alguns cenários o desconto pode ser significativo. O resultado, porém, não vem de “chute”: vem de análise do processo, revisão de cálculos e uma proposta que faça sentido para o credor.


Se você quer buscar a melhor redução possível e fechar um acordo seguro, o caminho mais curto é começar entendendo exatamente o que está sendo cobrado e onde existe margem de negociação.


 
 
 

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