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Quanto custa contratar um advogado para execução de dívida? Entenda valores, etapas e como economizar com estratégia

  • Foto do escritor: Dra Margareth
    Dra Margareth
  • 13 de abr.
  • 4 min de leitura

Se você tem valores em aberto e quer cobrar de forma rápida e segura, é natural perguntar: quanto custa contratar um advogado para execução de dívida? A resposta depende do tipo de dívida, do valor envolvido, do local do processo, do grau de urgência e do modelo de honorários adotado. A boa notícia é que dá para buscar previsibilidade e custo-benefício com um plano bem definido.



Neste guia, você vai entender os principais componentes do custo (honorários, custas e despesas), como funciona a execução, e quais decisões aumentam suas chances de receber — sem surpresas no orçamento. Se preferir, veja também como funciona a cobrança judicial de dívidas e quando a execução é o caminho mais eficiente.



O que entra no custo de uma execução de dívida

Ao falar em “custo”, muita gente pensa apenas nos honorários do advogado. Na prática, o valor total pode incluir três blocos:


  • Honorários advocatícios: o que você paga ao advogado/escritório pelo trabalho técnico.

  • Custas judiciais: taxas pagas ao Judiciário (variam por Estado e tipo de ação).

  • Despesas e diligências: gastos operacionais (ex.: cartório, correios, certidões, pesquisa patrimonial, deslocamentos, leiloeiro quando aplicável).

Em muitos casos, uma parte relevante desses valores pode ser recuperada do devedor ao longo do processo, conforme determinação judicial — mas isso depende de cada situação e do andamento da execução.



Honorários: quais modelos existem e o que é mais comum

Os honorários para execução de dívida podem seguir formatos diferentes. O ideal é escolher o que traz alinhamento de interesses e previsibilidade.



1) Honorário fixo (entrada)

Você paga um valor fechado para iniciar a execução e conduzir etapas específicas. Funciona bem quando a documentação está organizada e o caso tende a ser linear.



2) Honorário percentual sobre o valor recuperado (êxito)

O advogado recebe um percentual do que efetivamente for recuperado. Esse modelo costuma ser atrativo para credores porque reduz desembolso inicial e incentiva a eficiência na cobrança.



3) Modelo híbrido (fixo + êxito)

Combina uma entrada para custear o trabalho inicial (análise, estratégia, distribuição do processo) com um percentual sobre valores recebidos. É um dos formatos mais usados em cobrança e execução por equilibrar risco e resultado.



4) Honorários por fase (escopo fechado)

Você contrata por etapas: tentativa extrajudicial, ajuizamento, pesquisas patrimoniais, medidas de constrição, leilão, etc. Ajuda a controlar o orçamento e permite decisões com base no custo-benefício.



Custas e despesas: o que pode aparecer no seu caso

Além dos honorários, considere que uma execução pode exigir pagamentos ao longo do caminho. Os mais comuns incluem:


  • Custas de distribuição (taxa para iniciar o processo).

  • Taxas de atos processuais (quando aplicável).

  • Despesas com cartório e correios (citações e intimações).

  • Certidões e cópias autenticadas, se necessárias.

  • Pesquisa patrimonial e localização de bens (muitas vezes decisiva para sucesso).

  • Avaliação e leilão (quando há penhora e expropriação de bens).

Se você quer entender quais despesas são mais frequentes no seu tipo de crédito, confira opções de recuperação de crédito e como priorizar medidas com maior chance de retorno.



O que faz o preço variar (e como você reduz o custo total)

Dois casos com o mesmo valor de dívida podem ter custos diferentes. Os principais fatores que influenciam o preço são:


  • Qualidade do título: contrato assinado, confissão de dívida, duplicata, cheque, nota promissória ou sentença.

  • Documentação completa: quanto mais organizado, menos retrabalho e menos idas e vindas.

  • Local do devedor e do processo: regras de custas variam por Estado e tribunal.

  • Complexidade e resistência: embargos, exceções, recursos e incidentes aumentam tempo e custo.

  • Existência de bens: quando há patrimônio localizável, a execução tende a ser mais eficiente.

  • Urgência: demandas com prazos curtos e atuação intensiva podem exigir maior dedicação.

Para reduzir o custo total, a estratégia mais eficiente é aumentar a taxa de recuperação. Nessa etapa, a escolha do parceiro jurídico faz diferença: fale com um advogado especialista em execução para avaliar o título, estimar custos e indicar o caminho com melhor custo-benefício.



Execução de dívida: quais etapas impactam no orçamento

Entender o fluxo evita surpresas e ajuda a comparar propostas de escritórios. Em geral, o processo segue estas fases:


  1. Análise do caso e do título (o que é executável e quais documentos faltam).

  2. Notificação e tentativa extrajudicial (quando faz sentido para acelerar acordo).

  3. Ajuizamento da execução e pagamento de custas iniciais.

  4. Citação do devedor e abertura de prazo para pagamento/defesa.

  5. Medidas de constrição (ex.: bloqueios, penhora, pesquisas patrimoniais).

  6. Expropriação (leilão/adjudicação) e recebimento do crédito.

Quanto mais cedo você localiza bens e define uma linha de ação, menor tende a ser o custo por resultado (e maior a chance de recuperar).



Como escolher um advogado para execução de dívida (pensando como comprador)

Se o objetivo é contratar com segurança, compare propostas com critérios práticos — não apenas pelo menor preço:


  • Clareza do orçamento: separação entre honorários, custas e despesas reembolsáveis.

  • Estratégia de recuperação: plano objetivo para localizar bens e acelerar o recebimento.

  • Transparência de prazos: estimativas realistas e pontos de decisão por fase.

  • Comunicação e relatórios: atualizações periódicas e próximos passos sempre claros.

  • Experiência no seu tipo de crédito: empresarial, locação, prestação de serviços, títulos de crédito etc.

Se você quer uma avaliação com números e cenário de cobrança, solicite uma análise do seu caso com estimativa de custos e estratégia de execução.



Vale a pena contratar? Quando a execução compensa

Em regra, a execução compensa quando você tem um título forte (ou documento que pode virar título), valor relevante, probabilidade de encontrar bens e necessidade de cobrança estruturada. Mesmo em dívidas menores, a execução pode valer a pena se houver recorrência (carteira de inadimplência) e possibilidade de padronização.


Se o objetivo é recuperar com eficiência, o “quanto custa” deve ser analisado junto do “quanto pode retornar” e “em quanto tempo”. Um advogado especializado ajuda a otimizar esse equilíbrio — e isso costuma ser o fator que mais influencia o resultado financeiro final.


 
 
 

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