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Quanto custa executar uma sentença judicial? Entenda as taxas, honorários e como economizar

  • Foto do escritor: Dra Margareth
    Dra Margareth
  • há 16 horas
  • 4 min de leitura

Você ganhou a ação, mas o dinheiro ainda não caiu. A etapa que transforma a decisão do juiz em pagamento (penhora, bloqueio, leilão ou acordo) é a execução de sentença — e ela tem custos que variam conforme o caso, o tribunal e a estratégia adotada.



Neste guia, você vai entender quais despesas existem, o que costuma pesar mais no orçamento e como tomar decisões que reduzem gastos e aceleram o recebimento. Se você quer uma análise prática do seu caso, fale com um especialista em execução de sentença.



O que significa “executar uma sentença” (e por que isso tem custo)

Executar uma sentença judicial é iniciar (ou prosseguir) a fase em que o credor busca cumprir o que foi decidido: cobrar valores, exigir entrega de bem, forçar obrigação de fazer/não fazer ou receber parcelas atrasadas.


Mesmo com decisão favorável, é comum precisar de atos processuais como intimações, pesquisas de bens, bloqueios e avaliação de patrimônio — e isso pode gerar custas, taxas e despesas operacionais. Para entender o passo a passo e evitar retrabalho, vale conferir como funciona o cumprimento de sentença na prática.



Quais são os principais custos para executar uma sentença judicial

Os custos não são iguais em todos os processos, mas em geral se dividem em quatro grupos:


  • Custas judiciais e taxas do tribunal: despesas para protocolar e movimentar a fase de cumprimento/execução (varia por estado e tipo de ação).

  • Honorários advocatícios: podem ser contratuais (combinados com seu advogado) e/ou sucumbenciais (fixados pelo juiz e pagos pela parte vencida, em certas hipóteses).

  • Diligências e despesas práticas: correios, cópias, deslocamentos, custas de cartório, certidões.

  • Medidas de localização e expropriação de bens: pesquisa patrimonial, avaliação, leilão, depósitos e eventuais custas de oficial de justiça.

Dependendo do cenário, o custo pode ser pequeno (quando o devedor paga rapidamente) ou crescer (quando é necessário localizar bens e insistir em medidas coercitivas).



Custas e taxas: o que normalmente entra

Em muitos tribunais, a fase de cumprimento pode exigir recolhimentos específicos, como:


  • taxa para iniciar o cumprimento/execução (quando aplicável);

  • taxas para expedição de mandados e cartas;

  • custas para atos do oficial de justiça;

  • emolumentos para certidões e registros (quando há penhora/averbação).

Como cada estado tem tabela própria, a melhor forma de estimar é cruzar: (1) valor da condenação, (2) atos que serão necessários e (3) tabela do tribunal/cartório envolvido. Se você quiser uma estimativa objetiva antes de avançar, solicite uma avaliação de custos do seu cumprimento de sentença.



Honorários advocatícios: quanto se paga para executar

Os honorários contratuais variam conforme complexidade, urgência e chance de recuperação. Na prática, há formatos comuns:


  • Honorário fixo: valor fechado para tocar a execução.

  • Percentual sobre o valor recuperado (êxito): alinha interesse em acelerar e maximizar a recuperação.

  • Modelo híbrido: parte fixa + êxito (frequente quando haverá muitas diligências).

Além disso, podem existir honorários sucumbenciais na fase de cumprimento, sobretudo quando há resistência do devedor e necessidade de medidas judiciais adicionais (o que depende do caso e da decisão do juiz).



Despesas que muita gente esquece (e podem pesar)

Alguns custos aparecem no meio do caminho e surpreendem quem não planejou:


  • Oficial de justiça: diligências para intimação, penhora e avaliação.

  • Avaliação de bens: quando o bem precisa ser avaliado para penhora/leilão.

  • Leilão judicial: comissões e despesas do leiloeiro (em regra vinculadas ao resultado e às regras do edital).

  • Averbações e registros: cartório de imóveis, Detran, Junta Comercial, etc.

Essas despesas nem sempre são “perdidas”: muitas podem ser reembolsadas ao final, conforme o caso e decisão judicial, mas geralmente precisam ser adiantadas para a execução andar.



O que faz o custo aumentar (e como reduzir)


Fatores que encarecem

  • devedor ocultando patrimônio ou sem bens no nome;

  • necessidade de múltiplas tentativas de penhora/bloqueio;

  • processo com muitos incidentes e impugnações;

  • execução contra empresas com estrutura societária complexa.


Estratégias para gastar menos e receber mais rápido

  1. Começar com um “raio-x” do caso: valor atualizado, índices, juros e documentos organizados reduzem idas e vindas.

  2. Escolher medidas com melhor custo-benefício: nem sempre o caminho mais agressivo é o mais eficiente.

  3. Tentar acordo no timing certo: um acordo bem estruturado pode economizar diligências e meses de tramitação.

  4. Atuar com estratégia de localização de bens: quando bem direcionada, evita tentativas aleatórias que só geram custo.

Se o seu objetivo é maximizar a chance de recebimento com o menor custo possível, veja nossas opções de suporte jurídico na execução e entenda qual modelo faz mais sentido para você.



Exemplo prático de estimativa (sem promessas de valor fixo)

Imagine uma condenação de R$ 50.000. Se o devedor paga após intimação, os custos tendem a ser menores (protocolos e poucas diligências). Se o devedor não paga e é necessário localizar bens, realizar penhora e eventualmente leilão, os custos podem crescer por causa de diligências, avaliações e atos de expropriação.


Por isso, o “quanto custa” depende mais do comportamento do devedor e do caminho processual do que apenas do valor da sentença.



Vale a pena executar a sentença?

Na maioria dos casos, sim — especialmente quando existe perspectiva real de localizar bens, bloquear valores ou negociar um acordo. O segredo é entrar na execução com planejamento: saber quais atos serão necessários, quais custos podem ser adiantados e qual é a estratégia para cobrança.


Quer transformar sua sentença em recebimento com mais previsibilidade? Organize seus documentos e peça uma análise do seu caso para estimar custos, prazo e melhor caminho.


 
 
 

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