top of page
Buscar

Acordo com o credor: fazer antes ou depois do ajuizamento da execução?

  • Foto do escritor: Dra Margareth
    Dra Margareth
  • 11 de mar.
  • 4 min de leitura

Se você tem um título a receber (cheque, nota promissória, contrato, confissão de dívida, sentença etc.), uma das dúvidas mais comuns é: vale a pena tentar acordo antes de ajuizar a execução ou é melhor entrar com a execução e negociar depois, com mais pressão?



A resposta depende de estratégia, do perfil do devedor e da qualidade do seu documento. A seguir, você vai entender os cenários mais eficientes para maximizar o recebimento e reduzir riscos — inclusive quando faz sentido buscar orientação jurídica para cobrança.



O que muda na prática antes e depois do ajuizamento?

Antes do ajuizamento, a negociação é extrajudicial: costuma ser mais rápida, mais barata e preserva relacionamento. Por outro lado, o devedor pode “ganhar tempo” e não cumprir.


Depois do ajuizamento, a execução cria um cenário de maior seriedade: existe processo, prazos e possibilidade de medidas constritivas (como penhora). Em geral, isso aumenta a taxa de acordo, mas envolve custas, tempo e estratégia processual.



Vantagens de fazer acordo antes do ajuizamento

Negociar antes pode ser a melhor escolha quando há chance real de pagamento e você quer reduzir custos imediatos.


  • Menor custo: sem custas iniciais e, em muitos casos, com menos gastos operacionais.

  • Mais rapidez: acordo pode ser fechado em dias, sem depender da tramitação judicial.

  • Flexibilidade: dá para personalizar parcelamento, desconto, garantias e condições.

  • Menos desgaste: útil quando você quer preservar a relação comercial.

Para aumentar a segurança, uma boa prática é formalizar por escrito com cláusulas claras. Em muitos casos, vale transformar a negociação em instrumento de acordo com força executiva, para não recomeçar do zero se houver inadimplência.



Quando o acordo antes da execução costuma funcionar melhor

  • O devedor reconhece a dívida e propõe uma forma viável de pagamento.

  • Você tem boa visibilidade de renda/atividade do devedor e histórico de cumprimento.

  • O valor é moderado e a prioridade é resolver rápido.

  • Há garantias possíveis (ex.: avalista, caução, confissão de dívida).


Riscos de negociar antes de ajuizar

O maior perigo é perder tempo sem avançar — e, dependendo do caso, aproximar-se de prazos de prescrição ou dificultar a recuperação.


  • Propostas infinitas: “amanhã eu pago” vira um ciclo de promessas.

  • Parcelas sem garantia: acordo “de boca” ou sem instrumentos adequados tende a falhar.

  • Risco de dilapidação: o devedor pode se desfazer de bens enquanto você espera.

Se a negociação travar, a alternativa é agir rápido com a estratégia correta. Nesse ponto, pode ser decisivo avaliar a viabilidade da execução com base no seu título e no cenário patrimonial do devedor.



Vantagens de fazer acordo depois do ajuizamento da execução

Entrar com a execução e negociar depois é comum quando o devedor só “se mexe” diante de consequências reais. O processo cria urgência e reduz o espaço para enrolação.


  • Mais poder de negociação: o devedor percebe o risco de penhora e restrições.

  • Formalização forte: é possível homologar o acordo e dar mais segurança jurídica.

  • Menos inadimplência estratégica: a existência do processo tende a aumentar o comprometimento.


Quando vale mais ajuizar primeiro e negociar depois

  • O devedor ignora contatos, some ou adia repetidamente.

  • Você suspeita de ocultação de bens ou manobras para não pagar.

  • O valor é alto e você precisa de medidas mais firmes.

  • Você já tentou cobrar e não houve proposta concreta.

Nesse cenário, é comum estruturar um plano de cobrança com documentação, cálculo do débito e medidas cabíveis. Se você busca eficiência e previsibilidade, considere falar com um especialista em execução e cobrança para desenhar a rota mais curta até o recebimento.



Então, qual é o melhor momento para negociar?

Em termos práticos, a melhor resposta é: negociar sempre, mas com um critério objetivo de decisão.


Uma estratégia muito usada é combinar as duas fases:


  1. Tentativa extrajudicial com prazo: negociar por um período curto e definido (ex.: 7 a 15 dias).

  2. Se não evoluir, ajuizar: entrar com a execução para mudar o patamar de pressão.

  3. Com o processo em andamento, reabrir a proposta: negociar com mais garantias e formalização.


Como aumentar as chances de um acordo que realmente seja pago

O objetivo não é só assinar um acordo, mas receber. Para isso, alguns pontos fazem diferença:


  • Exija garantias quando possível (fiador, aval, bem em garantia, multa por atraso).

  • Defina vencimentos realistas e uma entrada que sinalize capacidade de pagamento.

  • Preveja vencimento antecipado em caso de inadimplência.

  • Evite descontos sem contrapartida (ex.: desconto maior apenas com pagamento à vista).

  • Documente tudo: valores, datas, forma de pagamento e consequências do atraso.


O que você ganha com uma estratégia profissional de cobrança

Uma abordagem bem desenhada reduz idas e vindas, evita erros de formalização e melhora o retorno financeiro da cobrança.


  • Decisão mais rápida entre acordo e ajuizamento, com base em risco e custo-benefício.

  • Minuta de acordo segura, com cláusulas que facilitam a execução em caso de descumprimento.

  • Negociação mais firme, sem abrir mão do que é essencial para o recebimento.

  • Plano de ação para pressionar com o timing correto.


Conclusão

Se o devedor demonstra intenção real e capacidade, o acordo antes do ajuizamento pode ser o caminho mais rápido e econômico. Se há resistência, enrolação ou risco patrimonial, ajuizar a execução primeiro costuma aumentar muito a chance de fechar e cumprir um acordo.


O ponto-chave é não negociar sem estratégia: prazo, garantias e formalização. Assim, você evita perder tempo e aumenta significativamente as chances de recuperar o crédito com segurança.


 
 
 

Comentários


Faça uma visita ao nosso escritório

5f111004-0ab5-417b-b464-423ac2903c6e_edited.jpg

Espaço Kids

Nosso lema é preservar as crianças e por isto temos um espaço lúdico para as crianças brincarem enquanto fazemos o atendimento.

Centro Juridico de Execucoes Complexas (3).webp

Acessibilidade

Nosso escritório conta com apoio para idosos e PCDs. O atendimento pode ser realizado mesmo dentro do veículo, em modelo drive-thru.

Centro Juridico de Execucoes Complexas (4).webp

Privacidade Absoluta

Respeito à Privacidade. Consultas são marcadas de modo a evitar o encontro de um cliente com outro e as entradas e saídas são feitas de modo independente.

advogada experiente em litígios complexos em Curitiba

Contato

(41) 99242-5454

Endereço

Rua Dr. Ney Leprevost, 70 – Parque Barigui, Curitiba – PR, 82010-050

Dados

CNPJ: 44.564.332/0001-74
OAB/PR:  9604

  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Youtube
bottom of page