top of page
Buscar

União Estável: Quando é Hora de Formalizar o Término

  • Foto do escritor: Dra Margareth
    Dra Margareth
  • 15 de jan.
  • 3 min de leitura

Se você está encerrando uma união estável e tem (ou pretende ter) um imóvel no meio do caminho, formalizar o término pode ser o passo que separa uma negociação tranquila de uma dor de cabeça longa e cara. Isso é especialmente importante para quem quer vender, comprar ou financiar um imóvel com rapidez e segurança.



Na prática, muitos negócios travam por falta de documentação clara sobre quem é dono do quê, quem precisa assinar e como fica a divisão do patrimônio. A boa notícia: dá para prevenir quase tudo com organização e formalização no momento certo.



Por que formalizar o término ajuda quem quer comprar ou vender?

Em transações imobiliárias, a pergunta é simples: quem tem legitimidade para vender e assinar? Quando existe união estável (mesmo sem “papel”), pode haver direitos patrimoniais sobre bens adquiridos durante a convivência, a depender do regime aplicável e das provas do relacionamento.


Para o comprador, isso se traduz em risco: a compra pode ser questionada, o registro pode ser negado ou o financiamento pode não sair. Para o vendedor, isso significa perda de tempo, redução do poder de negociação e, muitas vezes, necessidade de descontos para “compensar” a insegurança do comprador.



Quando é hora de formalizar o término da união estável?

Alguns sinais indicam que você deve formalizar o quanto antes:


  • Existe imóvel no nome de um dos parceiros adquirido durante a convivência.

  • Vocês pretendem vender um imóvel (agora ou em breve) e não querem entraves de assinatura.

  • Um dos dois quer comprar ou financiar um imóvel e precisa comprovar situação patrimonial.

  • Há divergência sobre divisão de bens, valores pagos, reformas, entrada, parcelas.

  • Um dos dois já iniciou novo relacionamento e quer evitar sobreposições de direitos e dúvidas.

  • Vocês têm filhos e precisam organizar moradia, pensão e responsabilidades com previsibilidade.


O que pode acontecer se você não formalizar?

Não formalizar não “apaga” a história patrimonial. Pelo contrário: pode tornar tudo mais difícil de provar, de negociar e de concluir. Entre os problemas mais comuns:


  • Venda travada por exigência de assinatura do ex-companheiro(a) ou prova de inexistência de direitos.

  • Financiamento negado por falta de clareza sobre estado civil/convivência e partilha.

  • Risco jurídico para o comprador, que pode desistir ou pedir desconto.

  • Inventário e herança mais complexos se ocorrer falecimento sem regularização.

  • Discussões judiciais longas e caras sobre partilha, mesmo anos depois.


Quais caminhos existem para formalizar o término?

O melhor caminho depende do nível de acordo entre as partes e da existência de filhos menores/incapazes. Em geral, as alternativas se organizam assim:


  1. Acordo formal (mais rápido e econômico): quando ambos concordam com a separação e com a divisão dos bens.

  2. Formalização com partilha: quando há bens a dividir (como imóvel) e é preciso deixar tudo documentado.

  3. Via judicial (quando necessário): quando não há acordo ou quando a situação exige decisão do juiz.

Em qualquer cenário, o objetivo é o mesmo: deixar claro o término e a situação do patrimônio para permitir negociações seguras.



Checklist prático para destravar compra e venda de imóvel

Se o foco é vender ou comprar com menos risco, organize:


  • Documentos do imóvel: matrícula atualizada, escritura/contrato, IPTU, certidões aplicáveis.

  • Provas de aquisição e pagamentos: comprovantes de entrada, parcelas, reformas relevantes.

  • Definição sobre a partilha: quem fica com o imóvel, se haverá compensação financeira, prazos.

  • Formalização do término: instrumento adequado ao seu caso, com cláusulas claras.

  • Assinaturas e poderes: quem assina a venda e se haverá procuração.


Se você é comprador: como se proteger

Se você está comprando um imóvel de alguém que viveu união estável, exija transparência e documentos. Um bom negócio é aquele que também é registrável e financiável. Sem isso, o “barato” pode sair caro.


  • Peça explicação formal sobre a situação conjugal e patrimonial.

  • Solicite documentação que comprove a possibilidade de venda sem risco de contestação.

  • Considere condicionar o pagamento à regularização quando necessário.


Como essa decisão impacta diretamente o seu poder de negociação

Quem regulariza antes geralmente vende:


  • mais rápido (menos exigências pendentes),

  • com menos descontos (menos “risco percebido”),

  • com mais interessados (compradores e bancos preferem segurança).

Em outras palavras: formalizar o término não é só questão jurídica; é estratégia para preservar patrimônio e fechar negócio com confiança.



Conclusão: o melhor momento é antes do imóvel virar problema

Se existe imóvel, financiamento, intenção de compra/venda ou qualquer incerteza sobre bens, formalizar o término da união estável é o caminho mais seguro para evitar bloqueios e perdas financeiras. A regularização traz clareza, reduz riscos e melhora sua posição para negociar.


Se você quer comprar ou vender com segurança e agilidade, o próximo passo é avaliar sua situação e reunir a documentação certa.


 
 
 

Comentários


advogada experiente em litígios complexos em Curitiba

Contato

(41) 99242-5454

Endereço

Rua Dr. Ney Leprevost, 70 – Parque Barigui, Curitiba – PR, 82010-050

Dados

CNPJ: 44.564.332/0001-74
OAB/PR:  9604

  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Youtube
bottom of page