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Quanto custa executar uma sentença judicial? Entenda taxas, honorários e como calcular

  • Foto do escritor: Dra Margareth
    Dra Margareth
  • 14 de abr.
  • 4 min de leitura

Depois de ganhar o processo, muita gente se surpreende com a próxima etapa: executar a sentença para transformar a decisão em dinheiro na conta. A dúvida é direta e comum: quanto custa executar uma sentença judicial? A resposta depende do tipo de ação, do tribunal e do comportamento do devedor, mas dá para entender (e estimar) os principais itens que formam o custo.



Neste guia, você vai ver quais despesas costumam aparecer, o que pode ser evitado, como planejar a execução e quando buscar orientação jurídica para executar sentença com mais previsibilidade.



O que significa “executar uma sentença” na prática?

Executar a sentença é iniciar (ou prosseguir) com o procedimento de cumprimento de sentença ou execução para cobrar aquilo que o juiz reconheceu como devido: dinheiro, obrigação de fazer/não fazer, entrega de bem, etc. Em casos de pagamento, normalmente envolve atualização do valor (correção/juros), intimação do devedor e, se não houver pagamento, medidas como penhora e bloqueios.


Se você quer entender o caminho completo e os documentos, vale conferir como funciona o cumprimento de sentença no seu caso.



Quais são os principais custos para executar uma sentença?

De forma geral, os custos se dividem em: custas e taxas judiciais, honorários advocatícios e despesas operacionais (diligências, certidões, cópias, etc.). Nem sempre todos os itens aparecem, e alguns podem ser recuperados do devedor ao final, dependendo do caso.



1) Custas e taxas do tribunal

Em muitos tribunais, há custas para distribuir o cumprimento de sentença, para expedir atos ou para movimentações específicas (varia por Estado e por Justiça: Estadual, Federal, Trabalho). Em alguns casos, a fase de cumprimento já está abrangida pelas custas do processo; em outros, há recolhimentos adicionais.


  • Taxa de distribuição (quando aplicável)

  • Custas para expedições (mandados, cartas, ofícios)

  • Despesas de diligência (ex.: oficial de justiça)

Quem tem direito à gratuidade pode pedir isenção. Se você está em dúvida sobre viabilidade e valores, peça uma estimativa com um advogado para execução de sentença.



2) Honorários advocatícios (contratuais e de sucumbência)

Os honorários podem ter duas naturezas:


  • Contratuais: acordados com o advogado (fixo, percentual, por etapas ou híbrido).

  • Sucumbenciais: fixados pelo juiz e pagos pela parte vencida em várias situações, inclusive no cumprimento de sentença quando há resistência/impugnação ou não pagamento voluntário (conforme regras aplicáveis ao caso).

Para o credor, o ponto-chave é: o custo real depende do contrato e do nível de trabalho para localizar bens, enfrentar defesas e efetivar a penhora.



3) Despesas para localizar bens e efetivar a cobrança

Quando o devedor não paga espontaneamente, costuma ser necessário investir em medidas para encontrar patrimônio e converter em pagamento. Exemplos comuns:


  • Certidões e pesquisas em registros (imóveis, empresas, etc.).

  • Custos com diligências e deslocamentos.

  • Avaliação e leilão de bens (se houver penhora e expropriação).

  • Atualização de cálculos (especialmente em execuções longas).


Existe multa no cumprimento de sentença?

Em execuções de quantia, é comum existir um mecanismo para incentivar o pagamento voluntário: se o devedor não paga dentro do prazo legal após intimação, podem incidir multa e honorários sobre o débito, conforme o procedimento aplicável. Isso normalmente aumenta o valor a receber pelo credor e pode melhorar o poder de negociação para um acordo.



Como estimar quanto vai custar executar uma sentença (passo a passo)

Uma boa estimativa reduz surpresas e ajuda a decidir a estratégia: acordo rápido, execução direta, busca de bens, protesto, etc. Siga este roteiro:


  1. Atualize o valor do crédito: inclua correção monetária, juros e eventuais multas definidas na sentença.

  2. Mapeie custas locais: verifique a tabela de custas do seu tribunal e quais atos você provavelmente usará.

  3. Defina a estratégia: execução com foco em bloqueio, penhora de bens, parcelamento, acordo, etc.

  4. Negocie honorários por etapas: isso dá previsibilidade e alinha o custo ao avanço do caso.

  5. Planeje despesas variáveis: diligências, certidões e possíveis custos de leilão.

Se você quer uma projeção objetiva (com faixas de custo e próximos passos), solicite uma análise do seu caso de execução.



O que encarece (e o que barateia) a execução de sentença?


Fatores que encarecem

  • Devedor sem bens aparentes ou que oculta patrimônio.

  • Muitas tentativas de localização/penhora sem sucesso.

  • Impugnações, recursos e incidentes processuais.

  • Necessidade de avaliação e leilão de bens.

  • Execução contra empresas com estrutura complexa.


Fatores que barateiam

  • Devedor com conta bancária movimentada (facilita bloqueio e pagamento).

  • Patrimônio claro (imóvel, veículo, salários/recebíveis quando cabíveis).

  • Documentação completa e cálculos bem feitos desde o início.

  • Acordo bem negociado com garantias.


Vale a pena executar a sentença? Quando a execução compensa

Na maioria dos casos, sim — especialmente quando há indícios de bens ou renda. Em outros, pode ser melhor adotar uma abordagem gradual: iniciar a execução, testar medidas de localização e, se não houver resultado, reavaliar o investimento de tempo e despesas.


Um bom indicador é comparar: (valor provável de recuperação) vs. (custos + tempo). Quando há estratégia e acompanhamento profissional, a execução tende a ser mais eficiente e com menos retrabalho.



Como receber mais rápido: boas práticas para uma execução eficiente

  • Comece com cálculos consistentes para evitar impugnações e atrasos.

  • Peça medidas efetivas de bloqueio/penhora quando cabíveis.

  • Documente tudo: comprovantes, contratos, planilhas e decisões.

  • Negocie acordo com garantias (entrada, parcelas, multa, fiador, penhora, etc.).

  • Acompanhe prazos e mantenha a execução ativa.


Conclusão

O custo para executar uma sentença judicial não é um número único: ele resulta da soma de custas do tribunal, honorários e despesas práticas para localizar bens e efetivar a cobrança. A boa notícia é que, com planejamento e uma estratégia adequada, é possível controlar gastos, ganhar previsibilidade e aumentar as chances de recebimento.


Para saber o custo estimado no seu caso e qual estratégia tende a recuperar mais (com menos desgaste), fale com um especialista e avance com segurança.


 
 
 

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