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Divórcio com Pensão: O Que Muda Após a Nova Lei

  • Foto do escritor: Dra Margareth
    Dra Margareth
  • 22 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Se você está passando por um divórcio e precisa definir pensão, as mudanças recentes na legislação e nos entendimentos dos tribunais (a “nova lei” citada em noticiários) afetam negociação, valor, duração e a forma de cobrança. Este guia prático mostra o que considerar para proteger seu orçamento e fechar um acordo sustentável.



Importante: este conteúdo é informativo e não substitui aconselhamento jurídico individualizado.



O que muda, na prática

As atualizações trazem mais clareza na definição e revisão da pensão, reforçando o critério de equilíbrio financeiro e o uso de meios de cobrança mais eficazes.


  • Critérios mais objetivos: consolida-se o binômio necessidade x possibilidade, com atenção ao padrão de vida do núcleo familiar e à renda real de quem paga.

  • Foco em acordo e previsibilidade: juízos estimulam acordos detalhados (incluindo despesas extraordinárias e correção monetária) para reduzir conflitos futuros.

  • Revisão e exoneração: mudanças relevantes de renda, emprego ou necessidades (ex.: escola, saúde) justificam rever valores, mediante provas documentais.

  • Cobrança mais célere: ferramentas digitais e medidas patrimoniais reforçam a efetividade na execução de pensão em atraso, preservando o melhor interesse do menor.


Quem paga e quanto?

A pensão não é “tabela fixa”. O valor considera necessidades de quem recebe e possibilidades de quem paga, buscando proporcionalidade.


  • Filhos: prioridade absoluta. Abrange moradia, alimentação, saúde, educação, lazer e transporte proporcionalmente à renda dos pais.

  • Ex-cônjuge: pode ser devida em situações específicas e temporárias, quando comprovada necessidade e desequilíbrio após o divórcio.

  • Percentuais orientativos: muitos acordos usam faixas sobre a renda líquida, mas o número final depende das despesas comprovadas e da capacidade de pagamento.

  • Despesas extraordinárias: matrículas, material escolar, cursos, tratamentos e viagens costumam ser rateados à parte. Preveja isso no acordo.


Como fica o passo a passo

  1. Levantamento financeiro: liste rendas, gastos fixos e despesas das crianças. Guarde notas, boletos e extratos.

  2. Proposta de acordo: detalhe valor-base, índice de correção, data de pagamento e como dividir extras (saúde, escola, transporte, atividades).

  3. Guarda e convivência: defina guarda, calendário e logística; isso impacta custos e eventuais compensações.

  4. Forma de pagamento: preferencialmente via transferência identificada ou desconto em folha, para dar rastreabilidade.

  5. Revisão futura: inclua gatilhos objetivos (mudança de escola, novo emprego, redução de renda) para evitar litígios.


Erros que podem custar caro

  • Assinar acordo sem simular o orçamento real do mês a mês.

  • Não prever despesas sazonais (matrícula, material, férias, saúde).

  • Confundir pensão dos filhos com ajuda entre ex-cônjuges.

  • Deixar de comprovar pagamentos e recebimentos por escrito.

  • Atrasar ajustes quando a renda muda significativamente.


Quando procurar um advogado de família

Uma consultoria especializada aumenta a segurança jurídica, reduz conflitos e acelera acordos. Considere apoio profissional se você:


  • Tem filhos menores ou dependentes com necessidades especiais.

  • Possui renda variável, bônus, comissões ou trabalho autônomo.

  • Suspeita de ocultação de renda ou patrimônio.

  • Precisa formalizar acordo extrajudicial com clareza e validade.

  • Enfrenta atraso na pensão e quer executar de forma eficiente.


Próximo passo

Negocie com números, documentos e uma estratégia clara. Fale com um advogado de família para montar seu plano, simular cenários e fechar um acordo que caiba no seu bolso — hoje e no futuro.


Pronto para avançar? Agende uma conversa com um especialista e receba um roteiro prático para o seu caso.


 
 
 

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