Divórcio e Alimentos Grisalhos em Curitiba: O Que a Lei Diz e Como se Proteger
- Dra Margareth

- 17 de jan.
- 3 min de leitura
O chamado divórcio grisalho (a separação após muitos anos de casamento, geralmente na maturidade) tem se tornado mais comum. Nesses casos, uma dúvida aparece com frequência: existe direito a pensão entre ex-cônjuges? Em linguagem jurídica, falamos de alimentos entre ex-cônjuges, que muitas pessoas chamam de alimentos grisalhos quando relacionados à separação na terceira idade.
Se você está em Curitiba e quer entender como isso funciona na prática, este conteúdo explica o que a lei prevê, quais critérios costumam ser analisados e o que fazer para negociar um acordo justo e evitar surpresas no processo.
O que são “alimentos grisalhos”
Alimentos não significam apenas comida. No Direito de Família, são valores para garantir o mínimo necessário para a vida com dignidade, como:
Moradia e despesas domésticas
Plano de saúde, remédios e tratamentos
Alimentação e transporte
Vestuário e necessidades básicas
No divórcio grisalho, o tema costuma surgir porque um dos cônjuges pode ter ficado muitos anos fora do mercado, ter saúde fragilizada ou depender economicamente do outro. Ainda assim, é importante saber: a pensão entre ex-cônjuges não é automática.
O que a lei diz: quando pode existir pensão entre ex-cônjuges
No Brasil, a pensão entre ex-cônjuges pode ser fixada quando houver necessidade de quem pede e possibilidade de quem paga, além de uma análise de proporcionalidade e razoabilidade. Em termos práticos, o Judiciário costuma avaliar:
Duração do casamento e padrão de vida construído
Idade e condições de saúde de cada um
Capacidade de reinserção no mercado (emprego e renda)
Dedicação ao lar e eventual abdicação de carreira
Patrimônio, aposentadoria e outras fontes de renda
Na prática, em divórcios na maturidade, é comum que a discussão não seja apenas “paga ou não paga”, mas também por quanto tempo e em quais condições.
Pensão é para sempre? Em muitos casos, não
Um ponto decisivo nos alimentos entre ex-cônjuges é a tendência de fixação por prazo quando a ideia é permitir reorganização financeira. Porém, em situações específicas (como idade avançada, limitações de saúde relevantes e dependência consolidada), pode haver maior probabilidade de se discutir um prazo mais longo.
Também é comum que o acordo ou a decisão judicial preveja:
Revisão do valor se a renda de alguém mudar
Exoneração (fim da obrigação) se cessar a necessidade
Regras claras sobre pagamentos, vencimento e correção
Curitiba: o que muda no seu caso
Embora a lei seja nacional, a condução do processo depende do conjunto de provas e da estratégia adotada. Em Curitiba, como em outras capitais, é comum que o sucesso do pedido (ou da defesa) dependa de como você organiza:
Documentos financeiros (extratos, IR, holerites, benefícios)
Comprovação de despesas (saúde, moradia, medicamentos)
Histórico do casamento (divisão de tarefas, renda ao longo dos anos)
Provas de capacidade laboral ou dificuldade real de trabalho
Ou seja: não é “achismo” — é prova e contexto. Quem se prepara bem costuma negociar com mais segurança e evitar decisões inesperadas.
Quando o acordo é o melhor caminho (e como torná-lo seguro)
Em divórcio grisalho, um acordo bem construído pode reduzir desgaste emocional e custo. Muitas pessoas preferem acordar valores e condições para evitar litígio e preservar o patrimônio.
Pontos que um bom acordo costuma incluir
Valor e forma de pagamento (depósito, PIX, boleto)
Prazo (por tempo determinado ou condição de revisão)
Plano de saúde: manutenção, coparticipação ou reembolso
Moradia: uso do imóvel por período, aluguel ou compensação
Cláusula de revisão e consequências do inadimplemento
Com assessoria jurídica, é possível propor um modelo que equilibre proteção e previsibilidade — evitando acordos vagos que geram brigas futuras.
Como se preparar para consultar um advogado em Curitiba
Se você quer uma orientação objetiva (e com chances reais de fechar um acordo vantajoso), leve estas informações para a consulta:
Tempo de casamento/união e regime de bens
Renda atual de ambos (salário, aposentadoria, aluguéis)
Despesas mensais detalhadas (comprovadas)
Patrimônio: imóveis, veículos, investimentos e dívidas
Questões de saúde e gastos médicos recorrentes
Com esses dados, fica muito mais fácil estimar riscos, construir uma proposta e decidir se a melhor estratégia é acordo, mediação ou ação judicial.
Conclusão: informação e estratégia evitam perdas no divórcio grisalho
Os alimentos entre ex-cônjuges no divórcio grisalho existem para proteger quem realmente precisa, mas dependem de análise concreta de necessidade e possibilidade. Em Curitiba, como em qualquer lugar, a diferença entre um processo desgastante e uma solução eficiente costuma estar em prova, planejamento e negociação.
Se você está prestes a se divorciar (ou já iniciou o processo) e quer entender suas chances, valores e caminhos mais rápidos, uma avaliação jurídica personalizada pode economizar tempo, dinheiro e ansiedade.





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