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Dissolução de União Estável e Pensão: Quando é Devida

  • Foto do escritor: Dra Margareth
    Dra Margareth
  • 27 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Ao encerrar uma união estável, surgem dúvidas imediatas sobre pensão. Quem tem direito? Por quanto tempo? Quanto pagar? Este guia prático explica, de forma direta, quando a pensão é devida na dissolução da união estável e como agir para proteger seu patrimônio e sua família.




O que caracteriza a união estável e como provar

A união estável é a convivência pública, contínua e duradoura com objetivo de constituir família. Não há prazo mínimo, mas é indispensável comprovar o vínculo.


  • Comprovações: contas e contratos conjuntos, fotos, declaração de imposto de renda, certidões de filhos em comum, testemunhas.

  • Formalização: contrato particular ou escritura pública ajudam, mas não são obrigatórios.


Pensão na dissolução: quando é devida


Pensão para os filhos

A pensão para filhos é devida conforme o binômio necessidade e possibilidade, sempre visando o melhor interesse da criança ou do adolescente.


  • Despesas consideradas: moradia, alimentação, saúde, educação, transporte e lazer compatível.

  • Forma de pagamento: em dinheiro ou custeio direto de despesas, conforme acordo ou decisão judicial.

  • Duração: em regra até a maioridade, podendo estender durante o ensino superior quando comprovada a necessidade.


Pensão entre ex-companheiros

A pensão entre ex-companheiros não é automática. Em geral, ela é excepcional e temporária, destinada a reequilibrar a vida de quem ficou em situação de vulnerabilidade após o término.


  • Critérios usuais: necessidade de quem pede e capacidade de quem paga.

  • Fatores avaliados: idade, saúde, tempo de união, dedicação exclusiva ao lar e aos filhos, dificuldade de reinserção no mercado.

  • Modalidades comuns: temporária para recolocação, por prazo certo; excepcionalmente por prazo indeterminado em casos de incapacidade ou idade avançada.


Como o juiz calcula o valor

Não existe tabela fixa. O valor é definido caso a caso, buscando equilíbrio e proporcionalidade.


  1. Necessidade: despesas comprovadas de quem recebe.

  2. Possibilidade: renda, padrão de vida e despesas de quem paga.

  3. Proporcionalidade: manutenção do padrão razoável, sem enriquecimento indevido.

  4. Duração: temporária na maioria dos casos entre ex-companheiros; para filhos, conforme a lei e a necessidade.


Documentos e passos práticos para garantir seus direitos

  • Reúna documentos: comprovantes de renda, despesas, mensagens, fotos, contratos, extratos, certidões de nascimento dos filhos.

  • Tente um acordo: mediação ou cartório quando houver consenso e não houver filhos menores ou incapazes; com filhos menores, acordo homologado em juízo.

  • Se não houver acordo: ajuize ação de alimentos, guarda e regulamentação de convivência, cumulada com dissolução de união estável e partilha, se necessário.

  • Cumpra e fiscalize: atraso pode gerar multa, juros, penhora e até prisão civil em casos de dívida de alimentos.


Erros comuns que custam caro

  • Assinar acordo sem análise jurídica detalhada.

  • Deixar de formalizar a dissolução e a pensão por escrito.

  • Não comprovar despesas e renda com documentos.

  • Ignorar revisão quando houver mudança significativa de renda.


Quanto tempo leva

Com acordo, a homologação pode ser rápida. Sem acordo, o prazo varia conforme a complexidade, provas e agenda do juízo. Medidas liminares podem fixar pensão provisória logo no início do processo.



Como podemos ajudar você

  • Diagnóstico jurídico personalizado do seu caso.

  • Estratégia para acordo rápido com proteção patrimonial e dos filhos.

  • Ação judicial completa: pensão, guarda, visitas e partilha.

  • Acompanhamento de execução, revisão e exoneração de alimentos.

Com orientação especializada, você reduz riscos, economiza tempo e garante segurança jurídica para sua família.



Perguntas rápidas


Se morei pouco tempo, tenho direito a pensão?

Depende das provas de união estável e da necessidade. Entre ex-companheiros, a regra é a excepcionalidade e temporariedade.



Posso pedir pensão antes de terminar?

Sim, é possível pedir alimentos provisórios quando há urgência e necessidade demonstrada.



Perdi o emprego, posso reduzir a pensão?

Mudanças relevantes permitem revisão judicial, desde que comprovadas.


Precisa de uma avaliação rápida do seu caso e de uma estratégia clara para garantir ou ajustar a pensão? Fale com um especialista agora.


 
 
 

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