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Dissolução de União Estável e Pensão: Quando é Devida

  • Foto do escritor: Dra Margareth
    Dra Margareth
  • 25 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Ao encerrar uma união estável, é comum surgirem dúvidas sobre pensão alimentícia: quando existe obrigação, quem deve pagar, por quanto tempo e como calcular. Neste guia direto ao ponto, você aprende o que a lei prevê e como agir para proteger seu patrimônio e garantir a segurança financeira dos filhos e, em casos específicos, do ex-companheiro.




Quando a pensão é devida?

  • Filhos: a pensão é devida independentemente do estado civil dos pais. Baseia-se no binômio necessidade x possibilidade (art. 1.694 do Código Civil) e busca preservar o padrão de vida do menor.

  • Ex-companheiro(a): é excepcional. Pode ser fixada quando um dos parceiros demonstra necessidade temporária e o outro tem capacidade de contribuir (ex.: dedicação exclusiva ao lar, dificuldade de recolocação, doença). Normalmente é transitória e proporcional.


Pensão para filhos: critérios práticos

O valor não é tabelado por lei. Juízes avaliam despesas reais da criança (educação, saúde, alimentação, moradia, lazer) e a renda de cada genitor. Percentuais sobre salário são comuns para facilitar desconto em folha, mas sempre podem ser ajustados conforme provas.


  • Comprovação de despesas: apresente comprovantes de escola, plano de saúde, medicamentos, transporte e moradia.

  • Revisão: mudanças relevantes de renda ou necessidade permitem revisão judicial.

  • Alimentos provisórios: podem ser concedidos rapidamente no início do processo para garantir urgência.


Pensão entre ex-companheiros: quando ocorre

Não é automática. Em geral, exige demonstração de necessidade e vínculo com a dinâmica da união (ex.: um parceiro ficou anos fora do mercado para cuidar da família). Costuma ter prazo determinado, visando a recolocação ou requalificação.


  • Indícios favoráveis: dedicação exclusiva ao lar, diferença acentuada de renda, saúde fragilizada, idade avançada com baixa empregabilidade.

  • Indícios que reduzem a chance: capacidade de trabalho, união estável breve, ausência de dependência econômica comprovada.


Como dissolver a união estável e pedir pensão

Há duas vias principais, a depender da situação familiar:


  • Extrajudicial (cartório): possível quando há consenso, inexistem filhos menores ou incapazes e as partes estão assistidas por advogado(s). Rápido e econômico.

  • Judicial: necessária quando há filhos menores/incapazes ou conflito sobre guarda, pensão e partilha. Permite pedidos liminares, como alimentos provisórios e definição de guarda.


Passo a passo recomendado

  1. Reúna provas da união estável: declaração de união, contas conjuntas, comprovantes de residência, fotos, imposto de renda, inclusão como dependente.

  2. Organize as finanças dos filhos: planilha de gastos e comprovantes (escola, saúde, moradia).

  3. Separe documentos pessoais: RG, CPF, certidões, comprovantes de renda e residência.

  4. Defina a via adequada: acordo em cartório (quando possível) ou ação judicial com pedidos de alimentos provisórios.

  5. Formalize o acordo ou prossiga com a ação: garantindo guarda, convivência, pensão e, se houver, partilha de bens.

  6. Cumpra e monitore: em caso de atraso, é possível execução da pensão, inclusive com desconto em folha e outras medidas coercitivas previstas em lei.


Erros comuns que custam caro

  • Aceitar valores sem formalização judicial ou em escritura pública.

  • Não comprovar despesas dos filhos, dificultando a fixação adequada.

  • Deixar de pedir alimentos provisórios no início do processo.

  • Ignorar a partilha de bens ou dívidas, gerando litígios futuros.


Quanto tempo leva?

Extrajudicial: 5 a 30 dias, conforme complexidade e agenda do cartório. Judicial: varia de 3 a 18 meses, a depender de conciliação, provas e agenda do juízo. Alimentos provisórios podem ser analisados em poucos dias.



Custos e como economizar

  • Honorários e taxas: variam conforme complexidade. Avalie pagamento parcelado e atendimento online para reduzir deslocamentos.

  • Gratuidade da justiça: pode ser solicitada por quem comprovar insuficiência de recursos.

  • Acordos bem estruturados: tendem a reduzir tempo e custos de litígio.


Por que contar com nosso escritório

  • Atuação estratégica em família e sucessões, com foco em resultados rápidos e seguros.

  • Atendimento humanizado e sigiloso, inclusive 100% online.

  • Análise de viabilidade gratuita e plano de ação claro desde o primeiro contato.

Quer sair desta fase com segurança jurídica e previsibilidade financeira? Nossa equipe prepara seu acordo ou ação com provas robustas e pedidos de urgência quando necessário.


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