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Acordo com o credor: antes ou depois do ajuizamento da execução?

  • Foto do escritor: Dra Margareth
    Dra Margareth
  • 20 de mai.
  • 4 min de leitura

Se você tem um crédito a receber (cheque, nota promissória, contrato, confissão de dívida ou título executivo) a dúvida é comum: negociar antes de ajuizar a execução ou ajuizar primeiro e negociar depois? A resposta mais lucrativa quase nunca é “sempre” — depende de tempo, provas, capacidade de pagamento do devedor e risco de dilapidação de patrimônio.



Neste guia, você vai entender os prós e contras de cada caminho e como escolher uma estratégia que aumente a chance de recebimento com previsibilidade. Em pontos estratégicos, você também pode contar com orientação jurídica para execução adequada ao seu caso.



O que é a execução e por que isso muda a negociação

A ação de execução é o procedimento judicial usado para cobrar uma dívida quando existe um título executivo (por exemplo, contrato com cláusula de confissão, duplicata, cheque, nota promissória, sentença). Na prática, ajuizar a execução muda o jogo porque:


  • cria pressão processual (citação, prazo, possibilidade de penhora);

  • permite medidas para localizar bens e valores;

  • costuma acelerar a disposição do devedor em propor acordo.

Para ver como funciona o passo a passo e quais documentos costumam ser necessários, vale acessar mais detalhes sobre cobrança judicial.



Negociar antes do ajuizamento: quando costuma ser a melhor opção

Fazer acordo antes da execução é recomendável quando há boa chance de pagamento voluntário e o principal objetivo é economizar tempo, desgaste e custos. Em geral, faz sentido se:


  • o devedor demonstra intenção real de pagar (já fez propostas coerentes);

  • você quer preservar a relação comercial;

  • há baixa urgência e baixo risco de o devedor esconder patrimônio;

  • o título está em ordem, mas você prefere evitar custas e etapas do processo.


Vantagens de negociar antes

  • Menor custo imediato (sem custas iniciais, dependendo do caso);

  • Mais rapidez se o devedor cumprir;

  • Maior flexibilidade para condições (entrada, parcelamento, descontos);

  • Menos atrito e exposição.


Riscos de negociar antes

  • o devedor usar a negociação para ganhar tempo;

  • perda de oportunidade de medidas urgentes;

  • aproximação de prazos de prescrição e outras limitações.

Se você quer um modelo de abordagem mais segura (com prazos, garantias e prova escrita), veja como obter suporte profissional na negociação de dívidas.



Ajuizar a execução antes e negociar depois: quando tende a ser mais eficiente

Ajuizar primeiro e negociar depois costuma ser a melhor estratégia quando você precisa aumentar a chance de recebimento e reduzir o risco de inadimplência continuada. É particularmente indicado se:


  • o devedor ignora contatos, promete e não cumpre;

  • há sinais de ocultação de bens ou troca de patrimônio;

  • o valor é relevante e você precisa de medidas eficazes;

  • existem garantias que podem ser acionadas (bens, aval, fiança);

  • você quer criar um marco formal e acelerar a tomada de decisão do devedor.


Vantagens de ajuizar antes

  • Mais poder de barganha (o risco de penhora muda a conversa);

  • possibilidade de localizar e bloquear ativos conforme o caso;

  • reduz o “jogo de empurra” do devedor;

  • pode resultar em acordos com melhores garantias.


Riscos de ajuizar antes

  • custas e despesas processuais;

  • maior formalidade e potencial de defesa do devedor;

  • em alguns cenários, a relação comercial se desgasta.

Se a sua prioridade é recuperar valores com técnica e previsibilidade, avalie contratar assessoria para execução de título para desenhar a estratégia correta desde o início.



Como decidir: critérios práticos (foco em receber mais rápido)

Em vez de decidir “no feeling”, use um filtro simples. Quanto mais itens abaixo forem verdadeiros, mais sentido faz ajuizar primeiro:


  1. O devedor não responde ou responde sem comprovar capacidade de pagamento;

  2. Já houve descumprimento de acordos anteriores;

  3. Há urgência (caixa, fluxo da empresa, risco de prescrição);

  4. Há risco patrimonial (venda de bens, encerramento de atividades, mudança de endereço);

  5. Você tem um título executivo forte e documentação completa.

Se, ao contrário, o devedor tem histórico de pagamento e oferece um plano realista com garantias, negociar antes pode ser mais barato e rápido.



Como montar um acordo “bom” (antes ou depois da execução)

Para o acordo ser realmente vantajoso, ele precisa ser executável e reduzir o risco de novo calote. Boas práticas incluem:


  • Entrada proporcional ao risco (sinal de comprometimento);

  • Parcelas curtas (quanto mais longo, maior o risco);

  • Garantias (avalista, fiança, garantia real quando possível);

  • Cláusula de vencimento antecipado em caso de atraso;

  • Multa e juros compatíveis e claros;

  • Formalização por escrito com assinaturas e prova de identidade;

  • Definição do foro e condição de execução do acordo.


Estratégia que mais vende (e mais recupera): combinar negociação com preparo de execução

Uma abordagem muito eficiente é negociar com prazo curto e, em paralelo, deixar a execução pronta. Assim, você dá ao devedor uma chance real, mas evita perder tempo se ele estiver apenas protelando. Na prática:


  1. envie proposta objetiva com data limite;

  2. exija documentação e garantias;

  3. se não houver resposta ou pagamento, ajuíze imediatamente.

Essa combinação costuma aumentar conversão em acordo e reduzir inadimplência recorrente, especialmente quando há orientação técnica desde o início.



Conclusão

Negociar antes é ótimo quando há colaboração e baixo risco. Ajuizar antes é mais eficiente quando o devedor enrola, há urgência ou risco de sumiço de bens. Se o objetivo é atrair o melhor resultado financeiro, o caminho mais seguro geralmente é: estratégia, prova, prazo e garantias — e, quando necessário, execução pronta para agir sem atrasos.


Quer avaliar o melhor cenário para o seu caso e acelerar a recuperação do crédito? Organize os documentos e busque uma análise objetiva para decidir a rota com maior chance de recebimento.


 
 
 

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